Arquivo de Janeiro, 2012

2011 – O Resumo

Depois de todas as listas de melhores do ano publicadas, aqui vai o meu singelo resumo do que mais (e de melhor) ouvi durante 2011. Comentem à vontade, digam de vossa justiça. Nada me sabe melhor que uma nova descoberta, independentemente do ano de edição. Sem mais explicações, aqui vai.

No cenário dos grandes artistas, 2011 foi o ano de álbuns novos da globalizada Bjork “Biophilia” e dos britânicos Radiohead “The King Of Limbs” e PJ Harvey “Let England Shake”. Três regressos em grande que arriscaram, cada um à sua maneira, um passo em frente nas suas já longas carreiras.

Do lado norte-americano, óptimos novos registos dos rockers TV On The Radio “Nine Types Of Light” e Battles “Gloss Drop” e dos mui respeitados Bill Callahan “Apocalypse”, St. Vincent “Strange Mercy”, Joan As Police Woman “The Deep Field” e Feist “Metals”. Uma referência muito especial, na recta final do ano, para mais uma excelente gravação dos The Roots “undun” a marcar cada vez melhor o seu percurso único e distinto.

O mundo Indie recebeu de braços abertos as estreias em longa-duração de Dale Earnhardt Jr. Jr. “It’s A Corporate World” e WU LYF “Go Tell Fire To The Mountain”. Quem passou para a 1ª divisão deste universo, em termos de reconhecimento global, foram os Girls “Father, Son, Holy Ghost”, Zola Jesus “Conatus”, Cage The Elephant “Thank You Happy Birthday”, Wye Oak “Civilian”, Hooray For Earth “True Loves”, M83 “Hurry Up, We’re Dreaming” e Royal Bangs “Flux Outside”.

Óptimo ano, também, para o rock instrumental, outrora conhecido como pós-rock, com bons discos de Mogwai “Hardcore Will Never Die, But You Will”, Explosions In The Sky “Take Care, Take Care, Take Care” e And So I Watch You From Afar “Gangs”. Também instrumental, mas de terrenos mais próximos do hip-hop e com pontos de contacto com o dubstep (o chamado “glitch-hop”), os álbuns que rasgaram fronteiras foram os de Rustie “Glass Swords”, Teebs “Collections 01” e os mais próximos do “witch house” Balam Acab “Wander/Wonder”. Com raízes electrónicas, mas de mente aberta, voltaram em força Son Lux “We Are Rising” e Alias “Fever Dream”.

O mundo do hip-hop viu o seu horizonte ser mais alargado com os lançamentos cheios de atitude de Tyler, The Creator “Goblin” e Ghostpoet “Peanut Butter Blues & Melancholy Jam”. Do lado tradicional do hip-hop, óptimo o novo registo de Pharoahe Monch “W.A.R. (We Are Renegades)”.

De produção nacional dois bons álbuns dos guitarristas Norberto Lobo “Fala Mansa” e Filho Da Mãe “Filho Da Mãe”. Mais dois óptimos regressos aos discos de Old Jerusalem “Old Jerusalem” e Carlos Bica & Azul “Things About”. Em estreia, e depois de muita expectativa, o lançamento de PAUS “PAUS” foi, sem dúvida e merecidamente, um dos álbuns mais bem cotados tanto pela crítica especializada como pelo público.

E esta foi a banda-sonora de 2011. O único desejo para 2012 é que seja um ano, no mínimo, musicalmente tão bom quanto este.